Aproveitando o gancho do grande Vernaglia, que fez uma alusão a era analógica, onde não tínhamos LCD e que trouxe uma certa insegurança a muitos fotógrafos.
Sim, antes, com o filme, existia uma ansiedade misturada a curiosidade de sabermos como estava sendo registrada a cena. Havia limite, o filme acabava! Por mais rolos que você tivesse na bolsa, nada comparava-se a um cartão de 1GB, muito menos 32GB, como temos hoje. Muitas vezes tínhamos que guardar a foto para uma próxima oportunidade…
Eu, particularmente, andava com uma “ficha de campo”. Cada uma com 36 quadrinhos (1 pra cada foto), onde eram colocados os METADADOS da foto: ISO, velocidade, abertura, flash, etc.. e depois comparava uma foto a outra, percebendo o que ficou bom ou ruim…
O que percebo as vezes é que a comodidade do digital, traz sim essa insegurança, pois só ficamos satisfeitos depois de fazer 5, 10 ou 15 cliques da mesma. Vale lembrar que não estou julgando o digital, pois utilizo e não troco por nada, ainda mais quando se trata de um trabalho, de um cliente! Só estou justificando a proposta do Vernaglia que é: fotografe um dia com seu LCD desligado. Sinta a sensação de ver o resultado só depois… em casa.
Clicar menos e acertar mais (desde que a situação permita, é claro!), é o que venho tentando fazer.
Experimente, e conte-nos o que achou!


Falou e disse Rapha!
Olha minha Rebel G ai gente! Ela continua na caixa com uma bateria reserva lacrada e dois rolos de filme
As vezes tento fotografar com um cartão de 32MB (megas mesmo) ou com o de 8MB! Só para lembrar como eram as coisas antes… mas confesso que sou viciado no LCD… Precisamos saber usar a tecnologia a nosso favor e não ficar acomodados com tanta facilidade.