Dica do amigo e fotógrafo Henrique Ribas.
Foi feito um estudo mostrando que a sensibilidade ISO das câmeras geralmente não corresponde exatamente ao que é. Ou seja os valores são maiores ou menores que a indicação selecionada na câmera, em torno de 1/3 de ponto.
Para quem não se lembra bem ou nunca soube o que é o ISo, segue adefinição segundo o dicionário eletrônico Wikipedia:
Para quem não sabe o que é ISO, segue uma breve explicação:
A sensibilidade dos filmes é indicada normalmente por números ISO do International Organization for Standardization, que é uma fusão dos sistemas ASA (American Standards Association, americano) e DIN (Deutsches Institut für Normung, alemão). Como exemplo, um filme ISO 100/21° é um filme com ASA 100 e DIN 21°. Existe ainda um outro sistema da antiga União Soviética, denominado GOST, não sendo mais utilizado hoje em dia.
O sistema ISO de classificação da sensibilidade do filme é aritmético: por exemplo, um filme de ISO 400 é duas vezes mais “rápido” do que um de ISO 200, exigindo metade da exposição. Por outro lado, tem metade da velocidade de um filme de ISO 800, necessitando do dobro da exposição deste. No entanto, quanto maior o número ISO (maior a sensibilidade), maior é o grão, resultando numa imagem com pouca resolução.
A sensibilidade dos filmes mais comuns são: ISO 32, 50, 64, 100, 125, 160, 200, 400, 800, 1600 e 3200.
O colaborador Mason Resnick da Adorama (é, aquela grande loja dos USA), que já suspeitava disso há algum tempo, teve suas suspeitas confirmadas por um estudo feito pela DxOMark, um laboratório dedicado a pesquisas envolvendo a qualidade das imagens em câmeras.
Baseado numa medição da luz manual (técnica Sunny 16) e na seleção feita na câmera estes valores foram observados imprecisos em praticamente todos os 50 modelos avaliados. Por exemplo:
Para o ISO 100, na verdade, a Canon 5D Mark II tem sensibilidade igual a 74, o 400 é igual a 285. Para a Nikon D700, o 200 equivale a 162, para 400, o valor real é 327, e assim por diante.
Mas não prcisamos nos apavorar, pois na prática estas diferenças não afetarão efetivamente o resultado final. Se o formato fôr RAW, ao processar a imagem num software do tipo Adobe RAW converter, ele mesmo deve aproximar a exposição do que ela realmente é. Se o arquivo é JPEG, durante o tratamento você pode fazer isso. Mas até que ponto isso é bom ou satisfatório?
Para ler na íntegra o artigo ISO Lies: When ISO 100 is really 72 e conhecer a lista de câmeras testadas e seus respectivos valores, clique aqui.
Fonte: http://www.adorama.com/catalog.tpl?article=020109&op=academy_new
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